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EDUCAÇÃO QUE TRANSFORMA
Escola muda realidade em Sergipe

Santa Maria, em Aracaju (SE), mostrou como a educação reflete na segurança pública e na qualidade de vida da população. Terra Dura, como o bairro era antes conhecido, abrigou um lixão por 23 anos. A área tinha alto índice de exclusão social e uma comunidade marcada pela pobreza, analfabetismo, violência e, na maioria das vezes, pelo total desconhecimento dos direitos e deveres de cidadania.

Um Censo Educacional realizado pela Promotoria da Educação do Ministério Público ,no final de 2003, mostrou que mais de duas mil crianças e adolescentes daquela região estavam fora da escola. Era uma situação de calamidade pública.

O Ministério Público poderia entrar com uma ação para obrigar o Estado a resolver a questão, mas optou por envolver-se diretamente. Em novembro de 2003, o projeto foi viabilizado com a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) contendo mais de quarenta signatários. A construção da maior escola pública de Aracajú teve a parceria dos governos municipal, estadual e federal, além da iniciativa privada. O TAC também previu a construção de um complexo esportivo que poderia ser utilizado pelos membros da comunidade do bairro Santa Maria, quando não houvesse atividades escolares.

A primeira etapa de construção do Centro Educacional Vitória de Santa Maria terminou em dezembro de 2006. As obras seguiram para que o projeto - área construída de 6.078 m2, divididos em 34 salas de aula, laboratório de informática e de química, biblioteca, 2 quadras poliesportivas e um centro administrativo – estivesse completo em 2008.

Convênio firmado entre o MPE, SENAC e as Secretarias Estadual e Municipal da Educação possibilitaram a realização de cursos de culinária e limpeza para pais de alunos da escola, contribuindo para a capacitação dessas pessoas e visando oferecer-lhes oportunidades de melhoria de vida.

A escola mudou a vida da comunidade. Antes discriminada por estar em um dos bairros mais violentos de Aracaju, hoje a população comemora a presença do Centro Integrado de Segurança Pública, das polícias militar e civil, instalado ao lado da instituição. Existe hoje, também, um fórum no bairro, com dois juízes, dois promotores, e defensores públicos, que atendem a uma grande demanda da comunidade. Promotores que atuam na área criminal da capital reportam que a proporção de delitos praticados por moradores do bairro, em relação ao número total de crimes violentos, vem decrescendo sensivelmente desde que a escola e os demais serviços públicos mencionados começaram a funcionar.

 
   
 
         
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